
Chegou a hora da onça beber água...
Contrariando os experts em maquetes e dioramas em geral, que defendem o isopor, eu optei pelo papel mache para criar o landscape. Puta trabalheira desgraçada! Vamo lá!
Procurei na internet algumas técnicas para fazer o papel. Técnicas chinesas, francesas...
Tentei todas! Uma dizia para ferver tiras não muito grandes de jornal e deixá-las curando por no mínimo 12 horas. Outra dizia para fazer isso já misturando a cola. Fervi uns 100 litros de água e piquei uns cinquenta quilos de jornal. Usei 4 baldes grandes e repeti o processo dezesseis vezes.
A minha impaciéncia foi aumentando e resolvi botar um litro de cola branca em cada balde, com a água fervida, com o jornal picado e mexia tudo com uma barra de ferro, como quem cozinha marmelada num tacho. Perfeito porque foi virando uma massa consistente e que se amalgamava bem rápido. Em três horas eu fazia uns dez quilos.
Comecei pelo túnel: Amarrei com tie ups meio metro mais ou menos daquelas telas pra cercar galinheiro. Depois pegava uns bolinhos de papel mache, do tamanho de um kibe, que usei como tijolos para criar duas paredes. E fui cubrindo com tiras de jornal umedecidas e passando mais cola branca por cima. Pincelando sem parar, para que tudo criasse forma e tivesse uma estrutura sólida. Como tinha que esperar o mache secar, o que leva mais ou menos uns cinco dias, coloquei algumas tiras de Balsa para sustentar a coisa toda.
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